A prece é o pensamento em ação, é a idéia concentrada numa forma objetiva de condensação do bem; é a manifestaação telepática entre encarnados e desencarnados; é a sintonia vibratória que liga a criatura ao Criador. (Carlos Bernardo Loureiro)
A prece é um ato de adoração.
Orar a Deus é pensar Nele, é aproximar-se Dele; é pôr-se em comunicação com Ele.
Há três coisas podemos propor-nos por meio da prece: Louvar - Pedir - Agradecer
(Alan Kardec)
O homem é o único animal que ora, por isso a prece é uma manifestação inteligente da criatura humana, dos seus sentimentos e qualidades morais. E também de sua fé.
(Revista Reformador/90)
A prece ou oração (não a reza automática, mecânica) é uma conversa com Deus, e se não falamos diretamente com Ele, podemos ouvir sua voz no íntimo do nosso coração, desde que tenhamos bastante humildade, sinceridade, elevação de propósitos e nos esforcemos para viver segundo suas leis.
(Reformador/90)
REZA - é um balbuciar de lábios, é a repetição mnemônica de frases místicas e direcionais, sem alcance exterior, sem profundidade psíquica.
A prece é o Espírito, A reza é a matéria.
A prece pode levar-nos ao êxtase, que é a cristalização da fé, porque a sua ação se desdobra num mundo de expressões espirituais.
A reza, ao contrário, mal toca as fibras do Ser, e é por demais imediatista, por demais personalista, por demais litúrgica, para poder libertar-se dos lábios dos que a pronumciam.
A prece tem um caráter de coletivismo, porque é uma das expresões de solidariedade e de amor ao próximo
A reza - é egoísta, materialísima pois que é de ordinário, um pedido ou uma exigência da cultura para a revogação das leis de Deus, revogação implorada pela consciência de quem a faz, não só para satisfação dos próprios desejos, como também para derrogação pura e simples das sentenças eternas do Supremo Juiz. (Revista Presença Espírita)
Na prece devemos nos abster:
a- do formalismo de atitudes (ajoelhado, de pé, de cabeça baixa, de mão na testa, de braços pro alto etc)
b- de palavras difícieis, rebuscadas.
c- de longas e cansativas dissertações.
d- de pedir, egoisticamente, somente pelo próprio bem-estar.
e- de pedir aquilo que pela prece não podemos conseguir (não solicitar o que devemos obter pelo trabalho, pelo esforço próprio, não desejar o que é de outrem).
f- de negociar com Deus, com promessa de qualquer espécie.
COMO ORAR?
Oramos, conscientemente com várias finalidades:
LOUVANDO - isto é, exaltando o Poder , a Bondade, e a Justiça do Pai Celestial, demonstrando-lhe nossa submissão a sua Soberana Vontade.
AGRADECENDO - isto é, reconhecendo que tudo devemos a Deus, para lhe demonstrar nossa gratidão pela vida, pela saúde, pela paz, pelos bens materiais, por todas as bençãos que nos prodigaliza, e até mesmo pela dor que nos ensina a meditar sobre a vida , que nos ensina através do sofrimento a nos tornar pessoas melhores,
PEDINDO - pois somos muito necessitados, temos sempre o que suplicar a Deus, e muitas vezes pedimos aquilo que menos nos convém e recebemos o que nem sempre é aquilo que almejamos,.
No caso de dores e sofrimentos devemos pedir forças, coragem para suportar a provação, pois a mesma é sempre necessária.
Maria Dolores em versos nos elucida:
"Agradeço, Senhor
Quando me dizes: Não!
As súplicas indébitas que faço,
Através da oração
A prece não nos isenta das provas, mas dá-nos forças para suportá-las,
Emmanuel assevera em "O Consolador/'
A prece não poderá afastar os dissabores e as lições proveitosas da amargura, constantes no mapa de serviços que cada Espírito deve prestar na sua tarefa terrena, mas deve ser cultivada no íntimo, como a luz que se acende para o caminho tenebroso ou mantida no coração como alimento indispensável que se prepara, de modo a satisfazer à necessidade própria, na jornada longa e difícil, porquanto a oração sincera estabelece a vigilância e constitui o maior fator de resistência moral no centro das provações mais escabrosas e mais rudes
TEMA DA PALESTRA REALIZADA NO CENTRO DE CULT. ESPÍRITA LUZ DA MANHÃ, POR Cleo Pinheiro - (71)92369028
cleoba1@hotmail.com
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